sexta-feira, 20 de agosto de 2010


Segue as pinturas "nouveau impressionistas",
uma exposição a ser realizada na
L'autre Cantina,
Chaussee de Vleurgat 117 - 1000 Bruxelles.
Do dia 27/08 a 28/09

Com o titulo de
"EXPANSõES E VARIAÇõES ACRóSTICAS NOS JARDINS DE VENTURI"
poesias pictóricas

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sobre as diferenças

ARTE CULTURAL & ARTE COMERCIAL

Existem no universo das artes dois territórios marcados por profundas diferenças: o Cultural e o Comercial, e entre eles, um abismo gigantesco.
Aproximadamente 90% da arte que se produz hoje é arte comercial, meramente decorativa - arte menor - sem importância cultural, sem importância para a história da arte, importante apenas para decoradores que de modo geral quase não entendem de arte, a não ser do quadro que combina com o sofá ou cortina do cliente. O volume é tamanho, que o público de modo geral quase não percebe a existência da arte cultural, a arte importante, aquela que fica na história, aquela feita por artista com verdadeira vocação.
A arte importante, não é fruto de profissão, e sim de vocação!
O profissional das artes como de qualquer outra área, procura atender as necessidades do mercado, produzindo aquilo que está na moda, seguindo tendências e vendendo para pessoas de gosto fácil. Afinal, estes profissionais pagam suas contas com atividades; entretanto, jamais podendo sonhar em fazer parte da história ou aspirar em representar o Brasil em uma mostra internacional importante, como uma Bienal. Nunca um artista foi inserido na história da arte.
Já os artistas de vocação, os poetas visuais do nosso tempo, produzem impulsivamente, retirando dessa relação energia vital de existência, criando para eles unicamente, exprimindo e traduzindo as suas verdades.
Frequentemente, românticos, rebeldes, marginais, gênios loucos, incompreendidos, pela maioria, eles são elogiados e admirados por minorias intelectualizadas (críticos, historiadores e colecionadores importantes).
A vocação cultural exige coragem, não é para qualquer um, o retorno é mais lento, porém mais sólido. Aqui as questões comerciais são consequências diretas da importância cultural do autor. A venda não é a finalidade. Ao final, o que os artistas culturais vendem é a sua importância, o seu valor autoral transferido e materializado em alguma obra, independente de tamanho de materiais.
Picasso conseguia transferir valor para pedaços de madeira com barro e barbantes (lixo e sucata) as quais passaram a valer milhões, qualquer "coisa" com valor de seu autor. Não existem obras maiores ou menores, existem artistas maiores ou menores.
Quando um "artista" fica prisioneiro apenas dos valores materiais dos componentes da sua obra, preocupando-se com a durabilidade, qualidade e nobreza dos materiais para facilitar a venda, Aqui se está vendendo um produto material sem valor autoral, ou seja, um produto decorativo e não Arte Cultural.
Refletir sobre nossa arte é tão importante quanto o fazer.

Waldo Bravo

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Série Expansões -2008


.
.
.

.
.
.



.




...enfim...

técnica mista de Massa Acrílica, Têmpera Acrílica, Colagem e Cera de Abelha s/ tela



... A série Expansões surgiu da "Série Florais de Venturi", que constituía da expressividade em relação ao fazer artístico. Sempre dando a impressão de alguma coisa através do movimento e da forma de pintar. Uma arte bastante filosófica e psicológica ao mesmo tempo.

E numa fase da vida que tenho estado em momentos de solitude, venho através da meditação e criação me expondo com os materiais e imagens das minhas memórias e vivências. Numa realidade às vezes insuportável, a procura da "voz do silêncio", já não importando mais nada, apenas a expressão artística.

A solitude é um conforto pois, na alma, ela se completa e se apazigua, e ela nasce de dentro de si num parto difícil a cada momento, buscando no âmago do ser, algo que seja tão grandioso quanto a própria vida. Uma expressão tão íntima e própria que surge justamente deste encontro do consciente com o inconsciente.

Como dizia Rodin "Arte é Religião"; e me parece que este encontro é um ato ético-religioso. Se trabalho a arte, se sou artista, é em função deste encontro com o divino para ir em busca de realizar a "Grande Obra".

Sem pretenções com a matéria na superfície, mais no sentido de encontrar o outro através deste momento íntimo e interiorizado. Quase uma pregação. Uma dimensão em um "vazio pleno" que traz a consciência metafísica transformando em uma realidade pictórica.

Série Expansões

...se prestar a atenção está tudo em expansão...






segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009



Série Florais de Venturi - 2007


Série Florais de Venturi

Massa Acrílica, Têmpera Acrílica, Encáustica, Colagens e Cera de Abelha s/ Tela - 2007

domingo, 1 de fevereiro de 2009

ARTE E EXPRESSÃO

Série Florais de Venturi


A pintura quando é feita livre de "pre"conceitos, ela flui, ela acontece. Se deixar ela acontece. E acontece através da meditação, da celebração e da ação espontânea. Dando margem ao acaso como a própria existência, com total liberdade.


Atuar a princípio com a inconsciência, prazer e inocência e gradativamente tornar-se consciente de seu estilo, de seus interesses visuais. Dentro de um movimento totalmente pessoal. Ser você com a sua dança e sua verdade neste ritmo, criando assim a sua assinatura.


Deixar a criatividade aflorar e, com os materiais que estão em torno, os que mereceram o seu interesse no decorrer de sua história de vida, são estes que serão transformados em uma outra coisa, na sua expressão da sua poiesis.


A mistura de materiais transformará em uma nova forma, dando assim um novo sentido à matéria transformada, numa ação que realizou-se através da vida em expansão. Somos parte de um sistema que é transformado por nós e que também se modifica por si mesmo fazendo-se assim a metamorfose de um todo.


Neste processo certifica-se que a experiência estética conduz não ao conhecimento intelectual do objeto, e sim a uma atividade prática exercida sobre a própria realidade perceptiva, realizada de uma forma muito empírica e não especulativa.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Instantes


Delírios, delírios,

Miscelânea conceitual,

Desarranjo cultural,

Estruturas e desestruturas artísticas...

Transformar em um novo sentir trabalhos vindos das observações sobre formas de sociabilidade desenvolvida na vida contempôranea.

Através do fio da memória, a mente desenrola o novelo, não para ressusitar um passado, mas em tecer e tornar a tecer uma rede de imagens, traduzir em uma outra rede. Sendo desencadeado através dos pensamentos e lembranças. Um desarranjo cultural, conceitual e social, como se fazia nos idos tempos da "A velha a fiar" sempre a tecer e no desenrolar do novelo, dava uma nova narrativa, surgindo rastros e ficções elaboradas com aquilo que não é mais; uma presença feita de ausências. O instante de resgates se torna muito importante, pois interrogamos o passado de acordo com as necessidades e anseios atuais.
Em nossas lembranças, nenhum aspecto do passado é recuperado na sua forma original, mas transformado, porque o agora é acrescentado ao passado e o modifica.


Um grande cenário em constante mutação.


Num estado de criação, colocamos a mente em ebulição e a origem das coisas é re(inaugurada).

Através da alquimia e da transmutação, da imaginação e da técnica,
da metáfora e da metamosfose, das idéias e das ações,
dos delírios e dos desarranjos culturais...

Fazer parte de um sistema que é transformado por nós, mas que também se modifica por si mesmo, transmutando o tempo todo, momento a momento, a matéria já existente, e que já não é mais a mesma. A cada espectador ela se transforma em uma nova percepção, em novas idéias que surpreendem.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

sobre as séries


Então, foram feitas tres séries:

Série Transmutação

Mexer nas estruturas e transformar a matéria partindo de um processo teórico para uma arte mais prática, tornando assim um fazer alquímico. Dando um novo sentido à matéria transformada. Como tal, ela assenta sobre a relatividade e à constituição da matéria, à formação de substâncias inanimadas e vivas através da metamorfose.

Série Capturas

Estas impressões são capturadas através de frottages e do uso de metais inferiores em processo de oxidação sobre tela e deixadas sob o tempo, o sol e a chuva, dia e noite, outono, inverno, primavera, verão... Usando relevos de detalhes arquitetônicos e recortes de imagens marcantes da vivência do artista, imagens instintivas, do inconsciente, relacionados sempre com a natureza.

Série Florais de Venturi

Aqui a arte é feita livre de conceitos e elaborações. Ela flui, ela acontece. Através da meditação, da celebração e da expressividade, deixando a criatividade aflorar de maneira espontânea. Trabalhando os materiais com movimentos aleatórios e ao mesmo tempo colocando-os em seus devidos lugares, como na própria natureza. Dentro de um estilo e um movimento totalmente pessoal criando assim dentro desta dança uma assinatura.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009




Quando fiz a exposição "capturas, transplantes e transmutações" (este foi o nome inicial, daí veio, "transplantes", que foi o nome do convite), Luiz Henrique escreveu um texto muito interessante sobre o meu trabalho, que foi:


"O querer falar, a necessidade do falar, expressão.


Somos todos consequência de tudo isso, com ou na ausência da atitude que escolhemos no dia-a-dia. Não é fácil termos a lucidez necessária para se fazer entender, em cada momento, nos diversos meios, as infinitas ferramentas que usamos, tudo, as vezes nos parece inutil na tentativa de atingir o outro, se fazer entender.


Nas artes plásticas, o fazedor deste objeto, tenta atravez da sua estética encontrar o receptor, não só ele, mas principalmente um decodificador dos signos empregados no produto do seu fazer artístico.


Converso e observo as obras do artista, Adauto Venturi, e sinto um pouto da angústia na sua procura por este ser que nos conforta, o receptor que dialoga conosco.


Verifico nos materiais usados, fragmentos de arquitetura do que se foi, imagens de animais, ainda não extintos, nada de pessimismo, apenas uma observação de uma época. Vejo em forma de "f" o desenho que alguns instrumentos de corda tem e por onde sai o som, silêncio.


Esta mostra nos diz muitas coisas, algumas, talvez não gostaríamos de ouvir, mas está dito. A escolha é sua, mas é bom lembrar que voce também precisa do diálogo.


Boa conversa."


E eu escrevi:

"O trabalho desta arte consiste na expressividade e na transformação de materiais com a ajuda da natureza, das idéias e fórmulas concebendo assim toda e qualquer transmutação, tanto material, espiritual e da alma, para se chegar a Grande Obra."
Citações do passado que sempre vivo.